Exposição de Arte · São Paulo · 2026
Diálogos com a Natureza
Claudia Oliva & Luciana Pinheiro
Oficinas com vagas limitadas, é necessário inscrição prévia através do contato:
+55 16 99314-9969
A Exposição
Esta exposição se apresenta como um manifesto sensível e propõe uma pausa contemplativa em um mundo invadido pelo excesso de estímulos e pela aceleração constante.
"Tudo pertence — diálogos com a natureza" reúne os processos artísticos de Claudia Oliva e Luciana Pinheiro em um campo sensível de investigação onde arte, natureza e consciência se entrelaçam como linguagens vivas.
Mais do que representar a natureza, a exposição propõe senti-la — reconhecendo seus ciclos, ritmos e uma sabedoria muitas vezes invisível. O percurso expositivo se organiza como uma travessia simbólica: da escuridão à luz, do invisível ao revelado, do enraizamento à ascensão, da matéria à consciência.
A junção entre os dois trabalhos é feita pela artista Valéria Scornaienchi que assina a curadoria como um exercício de conectar tempo, afetos, delicadezas e profundezas em um projeto expositivo que convida à contemplação, ao tempo estendido e à aproximação não só da paisagem mas da origem das coisas.
As Artistas
A pesquisa das artistas emerge de dois movimentos fundamentais — verticalidade e horizontalidade — desdobrando-se em eixos de tempo e espaço que se entrelaçam em um campo de coexistência.
No cerne da exposição estão dois eixos fundamentais — horizontalidade e verticalidade — que estruturam o diálogo entre as artistas, criando um campo ampliado de percepção onde micro e macro, visível e invisível coexistem.
Luciana Pinheiro traz a verticalidade, instaurando um eixo de ascensão a partir do ciclo vida–morte–vida do lótus que emerge do lodo e floresce à superfície.
Terras, águas e pigmentos de diferentes geografias tornam-se matéria de um pergaminho alquímico vivo, onde a natureza se inscreve como linguagem sensível.
Luciana une simbologias do Oriente e do Ocidente, revelando um percurso simbólico que atravessa a matéria e se manifesta na suavidade de camadas translúcidas em papel de arroz, cera de abelha e pigmentos naturais.
"Minhas obras são um convite à contemplação, onde criaturas brotam da terra e divindades florescem na superfície, elevamos o olhar à transcendência e evocando a delicadeza dos corpos sensíveis dos materiais, até a transparência de sua essência."
Claudia Oliva nos conduz à horizontalidade das florestas tropicais e em suas camadas, revela a complexidade da vida em sua expansão: cores, texturas, fauna, flora e tempo.
Seus trabalhos integram pintura e bordado e operam como uma escuta atenta da matéria viva — onde cada detalhe pulsa em interdependência com o todo.
Árvores, líquens, musgos, flores e criaturas da floresta interagem em pinceladas e texturas precisas que geram horizontes em camadas, compondo um cenário de fábulas.
"As florestas começaram a se abrir, a luz começou entrar, os animais vieram chegando, borboletas e flores, e depois vieram os frutos. E de repente estávamos todos juntos, felizes e celebrando. Uma grande comunidade."
Curadoria
A junção entre os dois trabalhos é feita pela artista Valéria Scornaienchi que assina a curadoria como um exercício de conectar tempo, afetos, delicadezas e profundezas em um projeto expositivo que convida à contemplação, ao tempo estendido e à aproximação não só da paisagem mas da origem das coisas.
"Estamos todos compondo o planeta em dimensões aparentemente opostas, mas em profundidade falamos sobre a vida como possibilidade de habitar o mundo em harmonia, resiliência e afetos."
Valéria Scornaienchi — Curadora
Obras · Verticalidade · Lótus